Ir para o conteúdo

Centro de Referência de Apoio à Vítima

Recorte Histórico

            A idéia da construção de um Centro de Referência e Apoio à Vítima – Cravi nasceu a partir das diretrizes inseridas no artigo 245 da Constituição Federal de 1988 e da construção, em 1997, do PEDH – Programa Estadual de Direitos Humanos – em São Paulo, quando a criação de um Centro de atendimento às vítimas foi exigida pela sociedade. Assim, o governo Covas, com base em sugestão da sociedade civil por ele convocada, criou o Cravi, que passou a funcionar em julho de 1998.

            Da elaboração da metodologia participaram representantes da Faculdade de Serviço Social da PUC/SP, representantes da Procuradoria Geral do Estado, da Faculdade de Psicologia das FMU, do Centro XI de Agosto, da ONG Pró Mulher, Família e Cidadania, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Assistência Social, dentre outros. A Faculdade de Serviço Social da PUC/SP, em parceria com o CRAVI, deu início a uma pesquisa financiada pela FAPESP, cujo objetivo era identificar o perfil da vítima de violência fatal e quais suas principais demandas. Quando os primeiros resultados começaram a surgir, deu-se início à organização da demanda.

            O Sr. Belizário Santos Junior, Secretário da Justiça da época da fundação, afirma, quanto à população a ser atendida, o seguinte: “O conceito de vítima para os efeitos desse serviço é, por enquanto, o de vítima indireta, isto é, dependentes carentes de vítimas fatais de crimes dolosos, nos exatos da Constituição Federal. Com o tempo será natural a extensão para os casos de crimes de trânsito e violência doméstica.” *

            O programa foi projetado para o atendimento emergencial das vítimas e quando necessário encaminhamento externo para outros serviços públicos já existentes.

            Como centro de referência, o Cravi também foi idealizado no sentido de garantir alguns direitos das vítimas, como direito a acompanhar investigações policiais, acesso à Justiça, direito a assistência jurídica, acesso a programas governamentais de proteção à testemunha ou à vítima e assistência psicológica e, ainda, incentivar e promover a criação de outros serviços de atendimento às vítimas nas demais zonas de São Paulo nos municípios mais populosos do Estado.

*Texto: Os direitos humanos das vítimas – História da criação de um centro de Referência a Vítimas. Belizário Santos Junior foi Secretário da Justiça e e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo entre 1995/2000)

 

Coordenação geral

Cristiane Pereira

 

Coordenação técnica

Bruno Cervilieri Fedri

 

Equipe Técnica

Luanda Freitas Oliveira Godois Avedissian - psicóloga

Priscila Santos Martins D´Áuria - psicóloga

 

Equipe Administrativa

Ana Maria Ferreira de Carvalho

 

Estagiários

Diego Antônio Coelho Martini Gonçalves - estagiário de Direito

Fabiano Batista dos Santos - estagiário de Psicologia

Felipe Mendes de Souza - estagiário de Psicologia

 

Parceiros

Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Ministério Público do Estado de São Paulo

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania

Pátio do Colégio, 148 / 184 - Centro
CEP 01016-040 - São Paulo - SP
PABX (11) 3291 2600