Entre luzes, ângulos e narrativas visuais, o Palácio dos Campos Elíseos foi redescoberto por meio da fotografia. Nesta terça-feira (16), a Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), por intermédio da Coordenadoria Geral de Cidadania e Direitos Humanos (CGCDH), realizou a entrega dos certificados aos vencedores e participantes do Concurso “Palácio dos Campos Elíseos e Direitos Humanos”.
Lançado em agosto, no Dia Nacional dos Direitos Humanos, o concurso convidou fotógrafos profissionais, amadores e estudantes a registrarem o Palácio (sede da SJC) como símbolo de diversidade e cidadania. Ao todo, foram 21 participantes: 11 na categoria Estudantil e 10 na categoria Livre. Cada um inscreveu três fotos, que revelaram diferentes olhares sobre a arquitetura, a história e o cotidiano de um dos mais importantes patrimônios da cidade de São Paulo.
Na categoria Estudantil, os vencedores foram Matheus de Araújo Lima (1º lugar), João Vítor Alves Pinto (2º lugar) e Geovanna Nunes Casita (3º lugar). Já na categoria Livre, destacaram-se Lucas Junqueira Rancon (1º lugar), Cícero Cláudio de Oliveira (2º lugar) e Ana Carolina Marques da Silva (3º lugar). As imagens premiadas e selecionadas integram uma exposição gratuita aberta ao público nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, das 9h às 16h, no Palácio dos Campos Elíseos, na Rua Guaianazes, 1024.
Para o secretário-executivo da SJC, Raul Christiano, o concurso valoriza percepções singulares sobre um espaço histórico aberto à população. “Este é um evento simples, mas muito simbólico, de reconhecimento dos olhares de cada um. Circular pelo Palácio é fazer uma viagem no tempo, e a proposta do concurso foi justamente revelar cliques que muitas vezes passam despercebidos no nosso dia a dia. São Paulo tem uma riqueza arquitetônica enorme, e esse patrimônio está à disposição da população.”
Segundo a coordenadora da CGCDH, Maísa Costa, a iniciativa surgiu da vivência cotidiana no Palácio e da vontade de ampliar o diálogo com a sociedade. “A ideia desse concurso nasceu após observarmos nossos secretários apresentarem o Palácio aos seus convidados, contando a história do prédio e mostrando como aqui desenvolvemos cidadania e direitos humanos. A partir disso, pensamos em integrar arte e história por meio da fotografia. Para nossa surpresa, o interesse foi muito grande, recebemos 153 inscrições.”
O coordenador de Comunicação da SJC, Denilson Araújo, destacou a sensibilidade e a qualidade técnica dos trabalhos inscritos. “As fotografias surpreendem pela qualidade e pelos olhares apresentados. Muitas imagens nos fizeram descobrir espaços do Palácio que nem imaginávamos. Vocês trouxeram uma nova leitura do prédio, conectando arquitetura, história e direitos humanos.”