Por que ainda é tão difícil falar sobre a violência contra a mulher? Essa foi a pergunta que guiou o debate do Papo Reto, realizado nesta quinta-feira (12) pela Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC). O encontro reuniu gestores e servidores públicos estaduais e municipais, profissionais da rede de proteção, além de representantes da sociedade civil.
Promovido pela Coordenadoria Geral de Cidadania e Direitos Humanos (CGCDH), o “Papo Reto – Quebre o silêncio: por que ainda é tão difícil falar?” ocorreu no Palácio dos Campos Elíseos, em São Paulo, com transmissão on-line. A iniciativa teve como objetivo ampliar a compreensão sobre os fatores sociais, institucionais e culturais que contribuem para o silêncio das vítimas, além de fortalecer e qualificar a escuta e o acolhimento nos serviços públicos.
A mediação foi conduzida pela coordenadora-geral de Cidadania e Direitos Humanos, Maisa Cristina Ferreira Costa, que ressaltou a importância de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção. “Precisamos criar ambientes seguros para que as mulheres possam falar e buscar apoio sem medo ou julgamento. O enfrentamento à violência passa necessariamente por uma rede preparada para ouvir, acolher e agir”, afirmou.
Participaram do debate o secretário-executivo da SJC, Fraide Sales; a secretária de Estado de Políticas Públicas para a Mulher, Adriana Liporoni; o jornalista e colunista do jornal Zero Hora, Paulo Germano; a promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Fabíola Sucasas Negrão Covas; a assistente social da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Daniela Barbom Sorpilli; e Ana Cristina de Souza, diretora da Divisão de Medicina e Segurança do Trabalho da Fundação CASA.
Ao encerrar sua participação, o secretário-executivo da SJC, Fraide Sales, destacou a importância do engajamento coletivo no enfrentamento à violência de gênero. “Paulo Germano e eu somos os únicos homens neste debate, o que também representa para nós uma grande oportunidade de aprender e refletir. Se cada um fizer a sua parte, podemos avançar muito. Se conseguirmos, a partir de hoje, provocar alguma mudança, já me sentirei muito satisfeito”, concluiu.