A violência contra a mulher é uma grave violação de direitos humanos e, apesar de avanços legais e da ampliação de serviços de apoio, os dados ainda mostram alta incidência de registros de feminicídio no país. Nesse contexto, a Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), por meio da Coordenadoria Geral de Cidadania e Direitos Humanos (CGCDH), promove o “Papo Reto – Quebre o silêncio: por que ainda é tão difícil falar?” na quinta-feira (12), às 10 horas.
O encontro será presencial, no Palácio dos Campos Elísios (Rua Guaianazes, 1024), e no formato online, por meio da Plataforma Microsoft Teams, no link http://bit.ly/46JVT3u. Para participar, é necessário se inscrever previamente pelo https://forms.cloud.microsoft/r/JcMfSYX1Gq. O debate é destinado a gestores e servidores públicos, estaduais e municipais, profissionais da rede de proteção, integrantes de conselhos e comitês, representantes da sociedade civil e demais interessados no enfrentamento à violência contra a mulher.
Maisa Cristina Ferreira Costa, coordenadora da CGCDH, será a mediadora do debate, que contará com os convidados: Adriana Liporoni, secretária de Estado de Políticas Públicas para a Mulher; Paulo Germano, jornalista e colunista do jornal Zero Hora; Fabíola Sucasas Negrão Covas, promotora de Justiça do MPSP; Daniela Barbom Sorpilli, assistente social da Defensoria SP; Ana Flavia Pires Lucas d’Oliveira, médica e professora da USP; e Ana Cristina de Souza, diretora da Divisão de Medicina e Segurança do Trabalho da Fundação CASA.
Os objetivos são ampliar a compreensão sobre os motivos do silêncio persistir e quais barreiras dificultam a busca por ajuda; qualificar a escuta e o acolhimento, visando a redução da revitimização e a melhora dos encaminhamentos na rede; formatar a apresentação de estratégias práticas de proteção, orientação e acesso a serviços e canais de denúncia; buscar o fortalecimento da articulação institucional entre SJC, Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher e rede de proteção; sensibilizar servidores e parceiros para o papel de corresponsabilidade na prevenção e no enfrentamento; informar e esclarecer o funcionamento do Protocolo Mulher Viva e do Protocolo Não se Cale, destacando seus fluxos, responsabilidades institucionais e formas de acesso pelos municípios e pela população.